A inteligência artificial (IA) está transformando o marketing, otimizando tarefas, acelerando processos e abrindo novas possibilidades criativas. Mas, junto com esses avanços, surge um dilema moderno: será que estamos ficando dependentes demais da IA? Será que, ao automatizar tudo, não estamos perdendo nossa capacidade de pensar criticamente?
Essa preocupação ganhou força após a divulgação de um estudo recente do MIT, que revelou indícios de perda cognitiva em pessoas que utilizam a IA de forma excessiva. Em outras palavras, quem depende demais dessas ferramentas pode estar ficando… burro.
Mas calma, isso não significa que você deve abandonar a IA muito pelo contrário! O segredo está em como você usa. Neste artigo, vamos te mostrar, com base nessa pesquisa e na análise dos especialistas Ricardo Marsili e Ricardo Moraes, como não ficar burro usando IA, especialmente se você trabalha com marketing.
Prepare-se para entender o impacto real dessas ferramentas no seu cérebro e como usá-las de forma estratégica para turbinar sua performance sem perder a essência humana no processo.
Um estudo recente do MIT levantou um alerta importante: o uso indiscriminado de IA pode causar perda cognitiva. Foram analisadas três abordagens para a produção de conteúdo: uso de ferramentas de IA (como o ChatGPT), uso híbrido (com apoio de buscadores como o Google) e produção manual (sem qualquer tecnologia de suporte).
Os resultados foram claros:
Para profissionais de marketing, que frequentemente usam IA para textos, roteiros e estratégias, isso representa um risco real: delegar tudo à IA pode atrofiar sua habilidade de pensar criticamente, criar conexões e desenvolver raciocínio estratégico.
Por isso, antes de apertar “enter” no prompt, vale refletir: essa tarefa está me desafiando cognitivamente ou estou só automatizando por comodidade?
O grande erro está em ver a inteligência artificial como substituta do pensamento humano, e não como potencializadora. Essa foi uma das principais conclusões de Ricardo Marsili durante o episódio da Terça A.I #16. Ele alerta que quando usamos IA do início ao fim de uma tarefa sem refletir, revisar ou complementar, deixamos de exercitar o cérebro.
No entanto, usar a IA como parceira estratégica pode, sim, elevar sua performance cognitiva. No mesmo estudo do MIT, participantes que primeiro escreveram por conta própria e depois usaram IA para aprimorar o conteúdo, tiveram um aumento nos estímulos cerebrais. Isso mostra que o uso inteligente da IA pode expandir ideias, ampliar pontos de vista e melhorar a qualidade do trabalho desde que ela venha após o raciocínio humano, não antes.
Aqui vão algumas formas inteligentes de usar IA sem perder autonomia intelectual:
Outro ponto crítico revelado no estudo e reforçado na conversa entre Marsili e Moraes é a queda na criatividade com o uso contínuo e passivo da IA. No início, a IA pode parecer uma aliada criativa, oferecendo sugestões que você nunca teria pensado sozinho. Mas com o tempo, se você parar de exercitar seu pensamento original, o cérebro se acomoda e a criatividade estagna.
A boa notícia é que existem formas práticas de manter sua mente criativa ativa mesmo usando IA todos os dias:
Como disseram os especialistas, você não quer perder a capacidade de pensar a ponto de nem saber o que pedir para a IA. E se você atua com marketing, criatividade é um ativo valioso demais para ser deixado de lado.
Uma das armadilhas mais perigosas do uso da IA é confundir produtividade com aprendizado. Como bem destacado no episódio, automatizar tarefas não significa que você está evoluindo como profissional. Muitas vezes, ao acelerar processos, você pula etapas importantes para o desenvolvimento da sua capacidade crítica, criativa e estratégica.
O uso da IA deve ser intencional. Pergunte-se:
Profissionais de marketing, especialmente os que lidam com criação de conteúdo, campanhas e planejamento estratégico, precisam entender profundamente o que estão fazendo e não apenas entregar tarefas rapidamente. A IA é ótima para acelerar, mas o crescimento real vem da reflexão, da prática e do esforço mental contínuo.
Depois de entender os riscos, é hora de adotar uma abordagem mais consciente e estratégica no uso da IA. A chave está em transformar essas ferramentas em mentores digitais, não em babás intelectuais. Veja algumas boas práticas para o dia a dia de um profissional de marketing:
Essa postura ativa garante que você esteja não só aproveitando a IA, mas crescendo junto com ela. Afinal, como bem colocado na live: o problema não é usar a IA, é usar de forma preguiçosa.
A IA chegou para ficar e ela pode ser sua maior aliada ou seu atalho para a mediocridade. Como vimos, o estudo do MIT e os insights de especialistas deixam claro: usar IA sem pensar é o caminho mais rápido para perder suas habilidades cognitivas.
Mas você não precisa escolher entre inteligência artificial e inteligência humana. O caminho mais produtivo e saudável é usar a IA com consciência, estratégia e intenção. Para os profissionais de marketing, isso significa:
Agora que você sabe como não ficar burro usando IA, que tal colocar isso em prática?
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